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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Eletrobrás – Privatizações

Telebrás, 1998, Luis Nassif (2012) e as privatizações do setor elétrico na Inglaterra, Noruega, Chile e Argentina. Agora a Eletrobrás. Onde isso pode parar?
Em 1998, quando a Telebrás foi privatizada (em meio a um escândalo e suas consequências), havia 7,4 milhões de celulares ativos no Brasil para uma população de 170 milhões. Isso dava a média de um celular para cada 23 habitantes, 01 aparelho/23hab.
Agora em 2017, o número está em cerca de 243,5 milhões de aparelhos para 208 milhões de habitantes. Ou seja, já temos mais do que um celular por pessoa, cerca de 1,2 aparelhos/habitante. Sem falar do acesso à banda larga e internet, que era muito mais precário.
Sou da época em que celular era objeto de luxo e uma nova linha telefônica fixa demorava até 24 meses para ser instalada. O preço da linha era tão alto que você devia declarar como “bem” no Imposto de Renda, junto com seu carro e sua casa. Algumas pessoas possuíam diversas linhas e faturavam muito com aluguéis, compra e venda. E o mercado negro de linhas era muito comum, servindo para o enriquecimento de agiotas.
Hoje, o desafio é a qualidade da prestação de serviço pelas empresas sob a regulação da Anatel, primeira agência reguladora do Brasil. Apesar de minhas dores de cabeça com as prestadoras, minhas reclamações são resolvidas de alguma forma. Ou escolho outra empresa de telefonia.
Agora vamos ver o que vem por aí com a privatização da Eletrobrás, algo bem complexo. Porém, nos últimos 15 anos esta Estatal já soma quase 190 Bilhões de prejuízos, acentuados a partir de 2011 com uma política energética equivocada. Dentre os problemas, a redução artificial e populista de preços (que já voltamos a pagar a aventura), a insana construção da usina de Belo Monte, reinvestimentos na energia suja de Angra 3, foram algumas contas das (in)decisões sob Dilma Roussef. Sem falar ainda dos esquemas de corrupção que vieram na esteira para beneficiar empreiteiras e inchar de apaniguados a máquina pública.
Sinceramente, vejo com boas perspectivas essa decisão, apesar de vir do Temer e seus cúmplices. A ineficiência energética do Brasil sofre, desde o apagão de 2001/2002, de soluções inovadoras.
Sobre as privatizações do setor energético, Luis Nassif (2012), fez um artigo bem interessante sobre as privatizações do setor elétrico na Inglaterra, Noruega, Chile e Argentina. O link para o artigo está aqui, http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-privatizacao-do-setor-eletrico-na-inglaterra e o link para a tese de mestrado de Rodrigo Theotonio, “Princípios de análise da reforma do setor elétrico: um estudo comparativo”, citada por Nassif, pode ser acessado aqui: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/81251/PEPS0954-D.pdf?sequence=1&isAllowed=y
Espero que avancemos em direção a uma matriz energética eficiente, limpa e democrática. O futuro dirá.

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