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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Redução da Maioridade Penal? Porque não responsabilizar antes os maiores?



A solução para a violência infanto-juvenil não está na redução da MAIORIDADE PENAL. A grande questão está na omissão dos adultos, pais e mães, que vergonhosamente abandonam seus filhos e se esquivam de suas responsabilidades como educadores. 

Culpam o Estado, o Governo, as “amizades erradas”, o sistema educacional, as igrejas, as escolas, mas não disciplinam, não estabelecem limites, não educam para a vida em sociedade. E neste sentido, a condição socioeconômica não faz a mínima diferença.

Neste vácuo educacional, traficantes, bandidos, gangues, turmas, produtores, anunciantes e vendedores de álcool, manipuladores midiáticos das mentes juvenis e ainda outros diferentes grupos encontram espaço para inculcarem seus princípios e suas regras de “vida” nas mentes em formação.

A sociedade, hipocritamente, deseja reduzir a MAIORIDADE PENAL como se isso fosse resolver o problema da violência praticada por jovens. Não vai. A questão da violência não é problema nem da polícia, nem do judiciário. O cerne da discussão está em se ter um povo educado e respeitador de regras e limites. Princípios e valores que se aprendem em casa, não nas escolas e tampouco nas ruas.

A violência infanto-juvenil é primariamente o resultado da paternidade e maternidade irresponsável. A preguiça e o desejo desenfreado de ter e consumir coisas não permite tempo para educar as crianças. Todos sabem o que precisa ser feito, mas cinicamente fecham os olhos e fazem campanhas para penitenciárias de crianças. É claro, desde que as crianças presas sejam pobres, miseráveis e filhos “dos outros”!

Jovens agressores são o fruto passivo de pais indolentes. Educar dá trabalho, exige tempo e dedicação, muito mais do que o clássico “tempo de qualidade” que tenta apenas encobrir a culpa de quem não sabe estabelecer prioridades na vida.

É claro que existem exceções, mas aqui não falamos delas, mas apenas de pais FDP que geram e criam filhos idem. Desculpem o verbo.

Agora, uma pitada de ironia: tenho saudades dos “chiqueirinhos” antigos, diferentes desses de tela de hoje, quando as crianças já cresciam sabendo o que era a vida atrás das grades...

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