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terça-feira, 10 de maio de 2011

Conselho no Valentina


No dia quatro de maio, em uma noite com ares de boemia, reuniram-se algumas figuras que andaram perturbando a Gazeta do Povo por uns tempos. Como adolescentes animados, a turma de Conselheiros lideradas por D. Newton Juan de Castels ficou muito à vontade em uma mesa no tradicionalíssimo point Valentina – um Bar daqueles bem ao gosto de Noel, o Rosa, que há 74 anos falecia em Vila Isabel.

Além do Newton Froés, o anfitrião Fabio 'Valentina' nos recebia em sua casa, devidamente acompanhado de sua amada Cibele, amor dos tempos da faculdade. Adriane de Aragon e Gustavo Brandão completavam o grupo do ex-Conselho da Gazeta do Povo, edição 2010-2011. Animada, a noite reservava uma surpresa para o final.

Conversamos sobre efemérides e nossa passagem pela GP. O Fabio, que não sossegava, parecia possuído pelo espírito noelino, e por pouco não gritamos com ele...

Se você ficar limpando a mesa
Não me levanto nem pago a despesa...
(NR, Conversa de Botequim)!

Umas caipirinhas ali, uma cervejinha aqui, fomos de mandioquinha em mandioquinha, selecionando os bacons fritos ao ponto, trocando impressões e falando verdades inquestionáveis. Assim, como em toda mesa de bar, todas as falas são verdades, todas as sentenças, sérias.

Das verdades inquestionáveis a primeira: Bin Laden está vivo e sendo torturado em um porão americano, onde fica escutando Britney Spears e Justin Bieber 24hs por dia.

Uma outra, é que o papel de Conselheiro da GP foi ótimo para os Conselheiros, porém, inócuo para a Gazeta. As reuniões foram sensacionais, os anfitriões tremendamente educados e gentis. Todos incorporamos bem o ‘espírito crítico’ da função solenemente delegada, mas, francamente, uma mandioquinha a mais e um gole na estupidamente gelada cerveja, de nada adiantou: A GP mantém-se, como certa Assembléia do Paraná, impassível diante das críticas!

O papel do Conselho, desta forma, torna-se a cada dia um imbróglio cada vez mais complicado, um filho do Coronel com a escrava, que vive na obscuridade da senzala, naquela ambiguidade paradoxal. Melhor seria dissolver esta associação de homens e mulheres cada vez mais sérios diante de copos vazios e contratar logo um Ombudsman. Isso é que dá, boteco com Nietzsche!

A turma, porém, reconhece: em termos de hospedagem, a GP é imbatível! Fomos muito mimados! Ter sido ‘eleito’ para o Conselho, e as assinaturas de presente e outros mimos e agrados tornaram-se parte de nosso patrimônio existencial. E o melhor, as amizades semeadas, que apenas o tempo dirá se darão seus frutos, são o maior ganho nesta caminhada. Saúde!

Quando o Fabio finalmente sentou e levou um olhar cruzado de Cibele, percebendo nossa cara de fome e a travessa de mandioquinha com marcas de dedos denunciando a busca pelas últimas migalhas, pediu: - Que venha o Tagliateli, o macarrão Barcelona! Pois bem, macarrão mesmo – “Massa” é frescura de restaurante metido a chique.

O serviço de bordo limpou os traços da conversa anterior e logo o macarrão chegou, acompanhado de um Malbec Santa Helena. A gravidade do momento pedia um silencio respeitoso, quebrado apenas quando o Fabio resolveu defender a Lei e a Ordem. Foi a senha para que todos à mesa, exorcizando Noel, começassem a cantar, “Salve lindo pendão da esperança, salve símbolo augusto da paz...”, e por aí foi, para o olhar atônito de um público que não fazia a mínima idéia do que era a canção. Outros tempos.

Para fechar a conta, a surpresa: o Fabio não deixou ninguém pagar. Dada a nossa insistência, ele saiu-se com esta: “no meu aniversário, então, eu pago – combinado?” Sim, Ok, todos concordaram. “Então, hoje é o meu aniversário – eu pago”! E era mesmo!

Parabéns pra você, nesta data querida! E tem mais: - muitas felicidades, muitos anos de vida! Assim, o encontro terminou animado. E já combinamos: dia 04 de junho, novamente nos encontramos, aqui mesmo no Valentina, à noite: Eduméia, Ramiro e Jacir: até lá! Marisa, você é hors concours!

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