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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Decisões, decisões, decisões!


Em uma pequena indústria de processamento de laranjas, um funcionário ficava todos os dias na linha de produção separando laranjas que corriam por uma esteira. Ele pegava as maiores e colocava em um tubo; as menores, em outro tubo e as machucadas, num terceiro tubo. Isto por horas a fio! Então uma pessoa que observava este trabalho, perguntou:

- Esta rotina não te deixa maluco? Como você agüenta ficar aí o dia todo colocando laranjas nestes buracos?

“- Isso não é nada”, ele respondeu, e continuou: “- Desde a hora que chego até sair, são decisões, decisões, decisões...!”

Tomamos decisões todos os dias, o dia todo. Das menores e inconseqüentes até as maiores, com repercussões que podem mudar nossa vida para sempre. Levantar da cama? Que roupa usar? Fazer aquela ligação? Aceitar um convite? Comprar um novo carro? Ter um filho? Abrir mão de uma antiga responsabilidade? Fazer aquela viagem? Exercícios? Passear com os filhos? Mudar de atividade? Decisões, decisões, decisões!

Não escapamos das decisões. As de maior impacto nos angustiam de uma forma ou de outra. O medo de errar pode nos fazer procrastinar a resolução – mas adiar já é uma decisão e trará suas conseqüências. É uma ilusão pensar que “dar um tempo” trará alguma resposta.

Na verdade, o tempo não resolve nada: apenas dizemos isso para não nos envergonharmos de nossa falta de coragem. Não falo do tempo necessário para a reflexão – a reflexão é imperativa, necessária e bem vinda. Falo sobre o ‘tempo’ que é o resultado da covardia ou da omissão. O famoso “- vou pensar a respeito...”, sem nenhum prazo definido.

Pior do que adiar ou se omitir é colocar a responsabilidade em alguém: cônjuge, amigos, Deus, o Diabo... Pois é, incapaz de tomar a decisão, aquele casal no Jardim do Éden colocou a responsabilidade na Serpente. Foi o primeiro “Você decide” da história da humanidade. E deu no que deu. A mulher disse que a Serpente decidiu, o homem colocou a culpa na mulher, e Deus perdeu a paciência com os dois e lhes deu um pé na bunda, dizendo: “vou mandar meu filho resolver essa pendenga com vocês...” O pecado original foi o pecado da preguiça.

Ninguém decide por você – nem Deus. Deus apenas orienta e mostra possibilidades. Nós fazemos as escolhas. O maior erro, resultado de uma má interpretação das Escrituras, é fazer a seguinte oração: “Deus, me mostra sua vontade”! Aí passamos a agir passivamente, à procura de sinais, eventos, ou qualquer coisa que nos tire a responsabilidade final. Na verdade, a covardia ou a preguiça fazem com que prefiramos transferir nossas decisões para alguém. É melhor culpar alguém do que a si próprio.

A melhor forma de tomar decisões é fazendo perguntas. Por exemplo: “posso desenvolver habilidades e competências para poder tomar melhores decisões?” O tempo que você investe buscando sabedoria nas Escrituras, ouvindo e aprendendo com pessoas mais experientes, descobrindo técnicas de processos de tomada de decisão, investindo em oração e meditação, buscando se desenvolver, trarão cada vez mais elementos e insights para as decisões de cada dia. É claro que você já eliminou aquelas que atentam contra a vida, a ética ou o amor ao próximo. Estas não precisam nem de ‘reflexão’. Simplesmente diga não.

Porém, por mais que você se prepare, reconheça que o imponderável, o desconhecido e misterioso, possa acontecer. O imponderável é a soma de todos os “se”. Ao tomar sua decisão deixe bem claro para você mesmo e para todos este detalhe crítico. Pode ser que sua melhor análise não tenha sido exata. Pode ser que algo aconteça. Pode ser que Deus (o único que conhece todos os ‘se’) ajuste seus planos ou mude decisões, apesar d’Ele estar no início de seu processo decisório. Respire fundo, vá em frente, esteja pronto para aceitar mudanças ou correções de rumo. O vento muda. O imponderável acontece. Mas você apenas progredirá se assumir riscos. Crescimento exige sabedoria e sabedoria se ganha tomando decisões e aprendendo com elas.

Assim é a vida, uma eterna recriação a partir de oportunidades recebidas, decisões feitas, acertos e fracassos. Agindo assim, você obterá sucesso. E sucesso é diferente de vitória.

Gosto de definir ‘sucesso’ como o melhor que você pode fazer com os recursos disponíveis. Se você foi fiel no pouco, você obteve sucesso. Se você foi fiel no muito, você obteve sucesso. Pode ser que em medidas quantitativas você possa pensar que seu sucesso foi “pequeno”, mas qualitativamente falando, sucesso é sucesso! Não tenha apenas o quantitativo como indicador de sua vida. Ganhar ou perder um jogo é apenas uma questão de vitória ou derrota. Não pense que toda derrota é um fracasso, ou que toda vitória é sinal de sucesso. Sucesso é dar o máximo de si, sempre, apesar das eventuais vitórias ou derrotas.

Amplie seus horizontes! Suas decisões são importantes demais para você pensar em fracasso. Quando você deitar no final do dia com a certeza que fez todo possível, e não apenas o que te mandaram fazer, você dormirá em paz – um importante indicador de sucesso!

Algumas pessoas caminham na chuva, outras apenas se molham (R. Miller). No que elas foram diferentes?

2 comentários:

  1. E' dificil tomar decisoes, e pra mim e' mais dificil ainda errar! E' uma licao de humildade a ser aprendida todos os dias, a coragem de decidir, de errar, de aceitar as consequencias, e continuar em frente.
    E' meter a cara, e' aceitar desafios, e' andar de moto, e' sair na chuva! E ter humildade para aprender com os erros!
    Beijocas

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  2. Decisão.. Tá aí uma coisa que precisa de uma certa ousadia para ser tomada!
    Thanks =)

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