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terça-feira, 29 de junho de 2010

Aquela rádio e duas igrejas

Uma rádio cristã, em Curitiba, resolveu cortar a programação de duas grandes igrejas da capital paranaense. Talvez existam até outras dentro do ‘pacote de exclusão’, mas não saberia dizer. Motivo: as músicas tocadas por estas igrejas, em seus cultos, eram “contemporâneas”. Em outras palavras, estavam fora da ortodoxia defendida pela emissora. Esta emissora agiu sem buscar o diálogo para apresentar suas intenções ou motivações. Apenas informou através de uma carta às igrejas sua decisão, assumindo que a forma é mais importante que o conteúdo.

Além de comunicar a decisão, a emissora trouxe uma palavra de julgamento no melhor estilo ‘vocês-estão-em-pecado’. Citaram textos da Bíblia que apontam para a idolatria. Pior: ainda se orgulharam de seu feito, com exortações que lembram o obscurantismo. Alegaram estar defendendo seus ouvintes, transferindo a sua responsabilidade. É covarde quem decide unilateralmente, usando de sua posição, sem antes dar chance ao outro de ser ouvido, nem que seja por consideração. Ou por amor cristão.

Infelizmente, é comum em instituições religiosas esta forma de ação, sejam elas rádios, denominações ou outras associações. Conquistam mansamente sua audiência, angariam fiéis e parceiros, e depois começam a mostrar seus dentes. Interesses e projetos pessoais são sua agenda oculta. Discordantes ou pensadores são excluídos das mais diversas maneiras, geralmente com um discurso indignado de ‘pureza’, ‘sã doutrina’ ou ‘visão’!

Esta arrogância é uma das maiores tragédias em nossa sociedade chamada cristã. O sectarismo, a discriminação, o juízo superficial, as vaidades e ciúmes apontam para uma realidade há muito tempo profetizada: a apostasia.

Dicionário: Apostasia (do grego apostasia) — Substantivo feminino. 1. Separação ou deserção do corpo constituído (de uma instituição, de um partido, de uma corporação) ao qual se pertencia. 2. Abandono da fé de uma igreja, especialmente a cristã. 3. Abandono do estado religioso ou sacerdotal. Tá lá no Aurélio.

Em um primeiro momento, o sinal da apostasia são templos vazios, abandono da fé ou da ortodoxia da classe dominante, a solidão institucional ou pessoal. Relaciona-se a pessoas que saem, que abandonam a comunhão, renunciando sua fé ou visão institucional. Mas, contextualizando duas Epístolas de Paulo (1 e 2 Tessalonicenses, capítulos 2 em especial), percebemos outro sinal da apostasia: templos cheios de gente errada ou enganada, grande audiência em rádios ou TV, posse de emissoras ou estações de rádio, espaço nas mídias dando a impressão de sucesso. De uma forma ou de outra, o Apóstolo alerta que muitos destes ambiciosamente buscam ocupar o trono de Deus! A sua postura de "juiz" os desmascara.

Entendemos e identificamos bem o sinal da primeira apostasia (abandono, deserção), mas somos tentados a não refletir que muitas vezes o 'sucesso' também pode ocultar erros e falta de integridade. A injustiça e a omissão são evidências maiores da apostasia.

Engano, impureza, dolo, bajulação, ganância e manipulação combinados com sinais e prodígios também enchem igrejas, alimentam mentes enfraquecidas, promovem mídias, entusiasmam líderes com egos inflados, alienam, aumentam vendas.

Pelo bem da verdade, a atitude da emissora é uma exortação para todos avaliarem o seu “sucesso”! A história mostra que o cristianismo nunca foi uma religião que agrada as massas. Se agradar, tem alguma coisa errada. Uma exortação, mesmo vindo de quem não tem autoridade, pode ser uma chamada ao primeiro amor, a uma reflexão.

Por outro lado, a vaidade e a arrogância de atitudes inquisitórias, surtos de autoritarismo, a permissividade com injustiças, também demonstram que o ministério da iniqüidade, segundo a eficácia de Satanás, está presente onde menos se espera.

Que Deus tenha misericórdia de seu povo!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

reBlog from kevinwmccarthy.com: Kevin W. McCarthy

I found this fascinating quote today:



OP_leader_logos_blueOne of the most tragic aspects of my work in mentoring is to see people with leadership blinders.   There are many ways of getting these blinders where we really can't see our leadership potential.  I've been gifted with eyes to see into the hearts of people and to have an inherent sense of their leadership potential.  Frankly, this gift has a heartbreaking downside as I see people who cower from knowing who they really are and settle for less in this one lifetime. kevinwmccarthy.com, Kevin W. McCarthy, Jun 2010



You should read the whole article.

http://www.kevinwmccarthy.com/